Coordenador: Fernando Soares

Monitor(a): Antônio Carlos Borges Alves


2015.06.17-Antonio FernandoResumo do Projeto:

As empresas juniores (EJs), surgiram em 1967, por estudantes franceses na L’École Supérieure de Sciences Economiques et Commerciales de Paris (ESSEC) pela necessidade para colocar em prática, o conhecimento adquirido em sala de aula e também para oferecer serviços a baixo custo (ou voluntário) a pequenas empresas (SANGALETTI; CARVALHO, 2004). No Brasil, as primeiras empresas juniores surgiram na década de 1980 também com o mesmo propósito das francesas e ligadas as faculdades de administração e negócios (EMPRESA JUNIOR, 2014). Mais recentemente, o conceito de empresas juniores ampliou-se, tanto na área de conhecimento, pois encontramos diversas empresas juniores nas universidades de direito, agronomia, farmácia e, principalmente, nas engenharias; quanto ao propósito original, pois além da vivência prática do conteúdo teórico aprendido pelo discente, pode-se admitir como uma poderosa estratégica didática para o docente, além da promoção e difusão do conhecimento para a sociedade.
De acordo com o artigo 3 da Confederação Brasileira de Empresas Juniores, BRASIL JUNIOR (2014), a finalidade de uma empresa júnior é:

“I – Desenvolver profissionalmente as pessoas que compõem o quadro social por meio da vivência empresarial, realizando projetos e serviços na área de atuação do(s) curso(s) de graduação ao(s) qual(is) a empresa júnior for vinculada;

II – Realizar projetos e/ou serviços preferencialmente para micro e pequenas empresas, e terceiro setor, nacionais, em funcionamento ou em fase de abertura, ou pessoas físicas, visando ao desenvolvimento da sociedade;

III – Fomentar o empreendedorismo de seus associados”.

Os integrantes das empresas juniores são beneficiados pelo fato de quebrar o pragmatismo do ensino unilateral e estritamente técnico dos bancos universitários tradicionais, para uma vivência prática de assuntos que foram, e que não foram, abordados em sala de aula pelo docente. Desta forma, desenvolve-se a atitude empreendedora e a criatividade para as resoluções dos problemas enfrentados, habilidades muito apreciadas pelo mercado de trabalho.
De acordo com DOLABELA (1999), existe uma relação de capacidades humanas que são de grande importância para o desenvolvimento profissional e que não são desenvolvidas nas universidades, mas sim, nas empresas juniores:
a) Trabalho em equipe;
b) Comunicação verbal e escrita;
c) Apresentação de ideias;
d) Dimensionamento do tempo;
e) Autonomia para aprender;
f) Habilidades técnicas;
g) Além das já mencionadas atitudes empreendedora e criatividade.

Além dos benefícios diretos aos discentes e docentes que participam do quadro formal da empresa júnior, esta beneficia indiretamente outros alunos da instituição ao participarem de palestras, cursos e eventos organizados pela empresa júnior. Por outro lado, o conceito de responsabilidade sócio-ambiental, tão evidente no mundo corporativo nos dias atuais, também pode ser aliado à empresa júnior para atingir a comunidade. Exemplos de como este objetivo pode ser alcançado, seria por meio de divulgação de práticas de eficiência na gestão pública, incentivo a adoção de práticas como balanço social, código de ética, reciclagem de lixo etc.
Pelo o impacto em diversas frentes, como: na estratégia de ensino, na vivência prática dos alunos, nos benefícios para a comunidade acadêmica e sociedade, a empresa júnior torna-se uma entidade de grande valor dentro de uma Instituição de Ensino Superior (IES).